sábado, 29 de outubro de 2016

Dollar’s Surge Goes From Road Block to All-Clear Signal for Fed

Dollar’s Surge Goes From Road Block to All-Clear Signal for Fed

What a difference a year makes.
When the dollar surged around this time last year, the stock market tumbled and oil prices fell into a tailspin, forcing Federal Reserve officials to scale back plans for the pace of interest-rate increases. Yet if anything, the currency’s strength the last couple months may encourage policy makers to tighten this time around.
"Financial conditions are still a lot easier than the first half of the year, and so far equity markets are performing relatively well," said Vassili Serebriakov, a foreign-exchange strategist at Credit Agricole CIB in New York. "The dollar should give them comfort that they can tighten without upsetting the market."
The trade-weighted broad dollar index, which tracks the U.S. currency versus 26 of the country’s biggest trading partners, has rallied 3.1 percent since its lows in mid-August. At the same time, the S&P 500 Index has slipped just 2.1 percent, crude has risen 5.5 percent, and a Bloomberg gauge of stress in financial markets remains largely little changed.
In contrast, the dollar gauge rallied 6.9 percent from mid-October 2015 to a 12-year high in January, contributing to an 8 percent slump in the S&P 500 index and a 43 percent slide in crude. While that didn’t stop the Fed from raising interest rates last December, it did ultimately cause policy makers to scale back expectations for rate hikes in 2016, from four to just one now.
While all 76 economists surveyed by Bloomberg don’t expect the Federal Open Market Committee to raise rates at its Nov. 1-2 meeting, six days before the U.S. presidential election, traders are pricing in a 69 percent probability of tighter Fed policy by year-end.
A strong dollar crimps overseas profits for U.S. companies, and weakens demand for oil, which is priced in the greenback. Fed officials have repeatedly warned of the deflationary risks of currency appreciation in the past, with chair Janet Yellen saying last year the dollar posed a “notable drag” on growth.
The Bloomberg Dollar Spot Index, which measures the U.S. currency’s performance against a basket of 10 major counterparts, rose 0.1 percent, the fourth week of gains and marking its longest winning streak since May. The gauge is up 2.2 percent this month.
The dollar may potentially "appreciate to a point where it has a negative impact on U.S. growth and inflation forecasts, but we are not there, not even close," said Richard Franulovich, chief currency strategist for the northern hemisphere at Westpac Banking Corp. in New York. "The Fed next week will probably make a signal that they are considering hiking in December."

Para onde vai a economia brasileira e mundial, segundo o Itaú.

Para onde vai a economia brasileira e mundial, segundo o Itaú

A previsão do banco que PIB só voltaria em 2019 para o pico registrado no início de 2014: um total de 5 anos perdidos

São Paulo – Apesar de avançar na agenda fiscal, o Brasil ainda vai ter que esperar um pouco para ver a recuperação da economia em dados concretos.
A estimativa do Itaú Unibanco é que o PIB do 3º trimestre, a ser divulgado daqui um mês, vai trazer uma nova contração de 0,5% após a queda de 0,6% no 2º tri.
“Nessa fase do ciclo é normal ter muita volatilidade dos dados. Nem os fundamentos nem as nossas projeções mais para a frente mudaram muito”, disse o economista Felipe Salles em reunião com jornalistas nessa quinta-feira (27).
Os últimos dados de atividade vieram mais fracos do que o esperado, mas os estoques da indústria teriam chegado a um ponto em que exigem mais produção mesmo sem recuperação da demanda.
A previsão do banco é de crescimento da economia brasileira de 2% em 2017 e 4% em 2018, mas mesmo assim o PIB só voltaria em 2019 para o pico registrado no início de 2014.
É um total de 5 anos perdidos, prazo ainda maior na conta de PIB per capita.
As recessões deixam marcas perenes que só vão ser entendidas com o tempo: não se sabe ainda o nível de destruição de capital ou de desperdício das habilidade dos trabalhadores que ficam fora do mercado.
A boa notícia é que o investimento deve se recuperar diante de uma combinação virtuosa de juros em queda, commodities estáveis e desalavancagem das empresas.
A recuperação do consumo só deve ficar para 2018, quando o mercado de trabalho voltar a mostrar uma dinâmica mais positiva.
Mário Mesquita, economista-chefe do banco, também notou que o teto de gastos causará uma “revolução cultural” nos parlamentares ao explicitar para a sociedade as escolhas do Orçamento.
Veja as previsões do Itaú Unibanco para o Brasil:

2015 2016 (est.) 2017 (est.)
PIB -3,8% -3,2% 2%
Desemprego (dezembro/PNAD) 9,7% 12,5% 12,2%
Inflação 10,7% 6,9% 4,8%
Selic (dezembro) 14,3% 13,5% 10%
Superávit primário (% do PIB) -1,9% -1,2% -1,7%
Mundo
A previsão geral do Itaú é que as economias emergentes voltem a se destacar no cenário mundial nos próximos anos, aumentando seu diferencial de crescimento em relação aos países mais desenvolvidos.
“Isso também tem a ver com a esperada melhora de alguns emergentes importantes como Brasil, Rússia e Argentina”, diz Mesquita.
O risco de uma vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas é considerado “baixo, mas não desprezível” e causaria desvalorização de moedas emergentes em relação ao dólar.
O risco é que um presidente Trump cause instabilidade e seja mais protecionista, afetando a moeda de grandes parceiros comerciais como o México, como já preveem alguns estudos.
No cenário-base, o diagnóstico do Itaú Unibanco é que a política monetária no mundo rico chegou a um limite: não dá mais nem para cortar juros nem para aumentar o estoque de ativos dos bancos centrais com o objetivo de estimular a economia.
A previsão é de uma zona do euro crescendo perto do potencial, Japão com 3 anos de crescimento (ainda que baixo) e Reino Unido sentindo os efeitos da saída da União Europeia (mas sem chegar a entrar em recessão).
Veja as previsões do Itaú Unibanco para o crescimento no mundo:

2013 2014 2015 2016 (est.) 2017 (est.)
Mundo 3,4% 3,4% 3,1% 3,1% 3,5%
EUA 1,5% 2,4% 2,4% 1,5% 2,2%
Zona do Euro -0,4% 0,9% 1,5% 1,5% 1,3%
Japão 1,4% 0,0% 0,5% 0,6% 0,7%
China 7,8% 7,3% 6,9% 6,6% 6,3%

3 fatores que estão a favor do investimento no Brasil

3 fatores que estão a favor do investimento no Brasil

“Parece que o crédito vai descongelar de cima para baixo. Está começando nas grandes empresas”, diz o economista-chefe do Itaú Unibanco

São Paulo – A recessão no Brasil é tão profunda que o PIB só deve voltar para o nível de 2014 em 2019, totalizando 5 anos perdidos.
A boa notícia é que o investimento deve reagir nos próximos anos graças a uma combinação de três fatores.
O primeiro é a queda forte dos juros. O Itaú Unibanco prevê corte de 0,50 ponto percentual na Selic em dezembro após a queda de 14,25% para 14% na última reunião – primeiro corte desde 2012.
O Banco Central fala muito na agenda de reformas fiscais, que avançou nessa semana com a aprovação em segundo turno da PEC de teto de gastos, mas esperava para ver o vigor da atividade econômica.
“Eles vão ver que não foi só agosto que foi ruim, setembro também não teve a recuperação esperada”, diz Felipe Salles, economista do Itaú Unibanco, com base no PIB mensal calculado por sua equipe.
O segundo motor da volta do investimento é a desalavancagem das empresas, que estão conseguindo renegociar seus aluguéis e custos de fornecimento, trabalho e dívida.
“Parece que o crédito vai descongelar de cima para baixo. Está começando nas grandes empresas”, diz Mário Mesquita, economista-chefe do banco.
Outro fator positivo é a estabilidade dos preços das commodities na medida em que a China desacelera de forma organizada.
Enquanto ela continuar crescendo, o que é esperado no médio prazo, as commodities ficam estáveis – ajudando países como o Brasil.
O padrão histórico mostra uma relação forte entre os preços de commodities e o nível de investimento por aqui.
As concessões e privatizações não entraram na lista do Itaú de fatores que favoreceriam o investimento.
Segundo Mesquita, o “estrago reputacional” do governo anterior foi grande, e o novo modelo ainda não deixa claro como será a proteção cambial para investidores estrangeiros.
A exceção é o setor de petróleo, onde mudanças recentes nas regras do pré-sal podem atrair o interesse de empresas estrangeiras.