quinta-feira, 7 de agosto de 2014

As empresas brasileiras amarelaram em globalização

Apenas duas companhias, Copersucar e Três Corações, partiram para o exterior ao longo de 2013

AFP
A Estátua da Liberdade, em Nova York, é um dos 30 tesouros nacionais americanos ameaçados pelas mudanças climáticas
Estátua da LIberdade, em Nova York: México e Chile têm mais sucesso em ganhar o mundo do que o Brasil no momento
São Paulo - Se o mercado doméstico não anda animador, as empresas brasileiras deveriam estar batalhando por novos clientes em outras plagas? Não é o que está ocorrendo, como mostra um estudo feito pela consultoria Maksen em parceria com as escolas de negócios Insper e Lisbon MBA.
Desde a crise de 2009, o movimento de internacionalização, isto é, de ampliação do número de companhias com operações no exterior, arrefeceu e não reaqueceu até agora.
Em 2013, apenas duas empresas, a Copersucar e a Três Corações, ambas fabricantes de alimentos, fincaram estacas fora.
No biênio 2011-2012, o Brasil registrou redução de 4 bilhões de dólares no investimento de suas multinacionais no exterior.
Entre as razões apontadas para isso estão o alto custo do capital, a acomodação a um vasto e protegido mercado local e a falta de uma cultura de internacionalização. Em contraste, outros emergentes, como México e China, avançam cada vez mais pelo mundo.

São Paulo e Rio de Janeiro perdem para Buenos Aires em ranking global

São Paulo e Rio de Janeiro perdem para Buenos Aires em ranking global de centros financeiros

Yolanda Fordelone
segunda-feira 04/08/14

São Paulo ficou em 38ª posição e Rio de Janeiro em 45ª; Buenos Aires, mesmo em crise, ficou em 25º lugar

Foto: Daniel Teixeira/Estadão
Apesar da crise, financeira e econômica, pela qual nossos vizinhos hermanos passam, Buenos Aires despontou 21 posições em um ranking de centros financeiros globais, ficando na 25ª colocação, segundo a consultoria Z/Yen Group. São Paulo, por outro lado, permaneceu estável em relação ao último levantamento, ficando em 38º lugar. A lista possui 83 cidades.
Além de São Paulo, entre as cidades brasileiras aparece no ranking o Rio de Janeiro, em 45ª posição. A capital fluminense caiu 14 lugares desde a última pesquisa. Ambas as metrópoles aparecem como centros financeiros locais e não globais. Entre os centros globais em mercados emergentes, a consultoria citou Beijing, Luxemburgo, Milão e Moscou.
Buenos Aires foi a cidade com maior avanço no ranking. Em contrapartida, Roma foi a que mais caiu. A cidade italiana perdeu 19 posições, ficando em 54º lugar.
Na elaboração do ranking são utilizados como parâmetros a taxação de impostos (clareza, transparência e simplicidade), ambiente de negócios (corrupção, transparência e leis), desenvolvimento do setor financeiro, infraestrutura, capital humano, acesso do mercado e reputação em geral.
Na liderança do ranking também houve alterações. Londres que liderava agora aparece em segundo. A cidade de Nova York está em primeiro. A consultoria também lista as cidades que tendem a se tornar mais importantes: Casablanca (Marrocos), Busan (Coréia do Sul), Cingapura, Hong Kong, Xangai, Dalian (China), Seul, Dubai, Luxemburgo e Londres.